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Review Bastard
Para libertar o maligno Deus Anthrathax de seu
sono milenar, os líderes da organização Shitenno precisam quebrar os quatro
selos que o mantém em repouso. Para isto, precisam destruir os reinos que detêm
estes selos: Judas, Metalicana, Iron-Maide e Witos-Neiki (!!!). Liderados pelos
sombrios Kall-Su e Abigail, os seguidores da Shitenno destroem o reino de Judas
com incrível facilidade, e marcham para conquistar Metalicana.
Neste reino vivem a simpática Yoko e seu companheiro, o pequeno Luche. Filha do
sacerdote Geo, Yoko não sabe que ela e Luche serão decisivos para o futuro do
reino de Metalicana: eles são a chave para a libertação de Dark Schneider,
outrora um mago poderoso e maligno que, por muito pouco, não dominou o mundo,
graças à intervenção de Geo. Embora seja uma tentativa arriscada, libertar Dark
Schneider pode ser a última esperança para derrotar a Shitenno.
Bastard é uma série de 6 OVA´s, produzida pela Shueisha em 1992. Uma das
primeiras coisas que chamam a atenção em Bastard é a qualidade da animação,
suave e bem detalhada mesmo para os padrões de hoje. Além disto, são constantes
as referências a bandas de hard-rock e heavy-metal durante toda a série: Venom,
Stryper, Slayer, Tesla, Megadeth, entre outros. Abigail, por exemplo, é o nome
de um famoso álbum do lendário King Diamond, ex-vocalista do Mercyful Fate... e
por aí vai. Não deixa de ser um passatempo tentar descobrir todas os nomes
conhecidos que aparecem! =)
A história de Bastard é bem bobinha, cheia de situações como "Eu vou esmagar
você!!", "Você não é páreo para mim!" ou "O quê? Como ele escapou de minha magia
YUIOEWYWI?". Em outros casos, basta a mocinha dar um grito de pavor para que o
herói, quase morto, ressurja das cinzas e detone quem pintar na frente...
clichês atrás de clichês. Mas existem duas coisas que dão um certo tempero a
Bastard:
-> É um desenho bem sacana! Não que tenha algo hentai, mas algumas cenas
inesperadas de nudez ou até mesmo de sacanagem implícita aparecem a todo
momento.
-> Dark Schneider. Ele é a razão para se assistir a Bastard. Apesar de ser o
herói da história, ele tem o estereótipo do anti-herói: convencido, machista,
boca-suja, interesseiro... mas, acima de tudo, um cara autêntico pracas! Pode
ter certeza que, com Dark Schneider em cena, o circo pega fogo!
Para ser sincero, eu esperava um pouco mais de Bastard.
Apesar de seus méritos em relação à animação e da presença magnética de Dark
Schneider, oferece muito pouco em conteúdo. De certo modo, pode-se dizer que
Bastard é um versão "hardcore" e condensada de Dragon Ball Z, com Dark Schneider
fazendo o papel de um Goku barra-pesada. Bastard é um anime legalzinho, que
poderia ter sido excelente sem o excesso de clichês e frases-feitas.
Imagen:

By: Vitor
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